As redes
sociais tomam boa atenção de todos nós atualmente, todos perdemos boas horas
publicando fotos, marcando amigos e lugares visitados, passar despercebido é
quase impossível, sempre aparece aquela pergunta: onde esta foto foi tirada? ou
embaixo do post aparece a localização de onde você estava quando publicou
aquilo. Sem contar as inúmeras postagens desnecessárias do tipo:
#partiuacademia, #almoço e aquelas fotos da refeição já iniciada. Atualmente as
pessoas tem a necessidade de dizer onde vão e o que farão ou é medo de serem
sequestradas e ninguém perceber ou é a mais pura vontade de realmente serem
sequestradas.
Ninguém
aguenta mais estar apenas consigo mesmo, querem companhia mesmo que seja um
frio “curtir”. Aparentar ser uma pessoa “viajada” também entra na lista dos
desejos do século 21 juntamente com ser “curtida” e “comentada”, a guerra hoje
é para manter a privacidade. Como seria se a internet e as redes sociais
tivessem surgido na década de 30?
No
front
Uma tal “Internet”
e uma recém criada “Rede Social” surgem e viram a nova coqueluche da época, pode-se
atribuir o sentido original ao termo: doença, que alias explica até melhor. Mas
o ano de 1939 promete não ser marcado apenas por isso ou pelos também recém
criados “Celulares” que tornaram os telefones mais portáteis e funcionais, na
vida não virtual as coisas estão bem violentas e uma guerra nasce, a segunda
guerra mundial.
Soldados de
vários países são enviados para a batalha e neste período a tal rede social
começa a bombar também. Com seus celulares os soldados conseguem encontrar
conforto nas palavras da família e dão apoio aos homens que se encontram em
situação semelhante à deles. O quem vem lá amigo ou inimigo é substituído por
“confirmar” e “agora não”.
Os dias iam
passando e cada vez mais pessoas se conectavam a tal rede social, na época
diziam que até o Führer tinha uma pagina, com o nome falso, para não levantar
suspeitas, de Adolfinho da Alemanha e nos favoritos era possível encontrar
Albert Einstein e o Antigo Testamento, tudo pensado para que o Führer passasse
o mais despercebido possível e ainda assim pudesse desfrutar das facilidades da
tal rede.
Entre os
soldados a mania da “#” havia pegado, a cada acontecimento que eles achavam
importante uma nova expressão surgia. Foi convocado: #partiuacademia, saiu para
o campo de batalha: #PartiuTiroAoAlvo e assim seguiam. Depois surgiram as fotos,
soldados nos aviões fazendo cara de mau e a legenda: estilo Kamikaze, fotos de
paisagem com a legenda: ta me vendo? Rá to camuflado, durante as refeições
varias fotos de latas de feijão surgiam na rede social.
O que era para
levar meses acabou se estendendo por anos tamanha falta de sigilo que a rede
proporcionava, os inimigos faziam perfis falsos para conseguir informações, um
caos sem precedentes se instaurou, as fotos com marcação de GPS revelavam a
posição dos acampamentos, nada mais era secreto.
Os setores de inteligência
de praticamente todas as tropas tentavam bloquear a rede, mas sempre alguém conseguia
furar o bloqueio e logo todos já estavam conectados outra vez, se os esforços para
a luta diária fossem os mesmos usados para conseguir entrar na rede a guerra
teria durado meses, diziam os pessimistas de plantão.
Em uma coisa
pessimistas e entusiastas da nova rede concordavam: ela foi a culpada pelo
maior fiasco da historia mundial. Na madrugada do dia 6 de junho um soldado publicou
em seu perfil a frase: #PartiuMissãoSecreta, em baixo era possível ver uma
notinha publicada automaticamente pela rede: há 7 minutos próximo a Normandia. Foi
a deixa para que a operação secreta, uma das mais importantes, pensada e
mantida em segredo por meses, ruísse. Um acontecimento histórico e vergonhoso,
que fez a guerra se estender por mais cinco longos anos, que só chegaram ao fim
quando os celulares foram confiscados e alguns de seus componentes usados na
fabricação de munição. Cinco anos que custaram milhões de vidas, anos de desenvolvimento mas renderam muitas piadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário