sexta-feira, 19 de julho de 2013

Melô do Concurseiro

Quando ela vai “estudá”, é muita lei
Código à beça na cabeça, eu nem sei

Quando ela insiste em ler o livro inteiro
Eu jogando Playstation,
Eu vou decorar aquelas coisas,
Mas no hora esqueço

Por que não eu?
Por que não eu?

Eu vou comprar um gabarito ou dois
Se o policia não me prender depois, por que não?
Você ta nessa de concursada, assumindo função
Eu com a cara mais lavada digo “por que não?”

Por que não eu?
Por que não eu?

(Pra ficar mais animadinha, ou menos chatinha você decide, imagine no ritmo de "Por que não eu?" do Kid Abelha, a voz da Paula também contribui bastante)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

De amish, de médico e de louco todo mundo tem um pouco.

   Zapeando a TV como é de costume acabei encontrando um documentário sobre a vida amish, me interessei e fiquei. Os amish vivem em pequenas comunidades rurais, no caso especifico daquele documentário, nos EUA, levam uma vida simples sem energia elétrica, sem automóveis, sem telefones, internet ou radinhos à pilha. Para grandes distancias usam carroças e cavalos, vivem de trabalhos em madeira e da agricultura. São reclusos, convivem apenas na própria comunidade e só tem contato externo quando necessário, se mantêm afastados de nós, os não amish, para se manterem puros pois para eles nossa sociedade é cheia de impurezas. São tão organizados quanto um formigueiro.

   A vida da comunidade se desenvolve segundo as opiniões do pastor, só tomam as decisões que eles acreditam que agradaria ao chefe religioso (ops!, isso rola aqui também), a existência deles é permeada pelo medo de ir para o inferno que de tão propagado se torna praticamente perene, por isso vivem segundo as regras rígidas da religião (2° ops!), não convivem com não amish por medo de serem sujos pelas suas impurezas (3° ops!, ou vai dizer que nós não vivemos em "panelinhas" excluindo quem acreditamos não ser adequado!?), os papeis que cabem às mulheres e aos homens são bem divididos, as mulheres até podem trabalhar no mesmo oficio que os homens porém os homens jamais fazem os trabalhos domésticos, que acabam acumulando para elas (4° ops!), as vestimentas são pasteurizadas, os homens se vestem todos iguais e as mulheres também, se cobrem até os pés com vestidos idênticos (1/2° ops! esse vale meio ponto porque nossa pasteurização muda a cada estação, já a deles vem de séculos).

   As comunidades são estabelecidas, na sua grande maioria, na zona rural de cidades pequenas e muitos amish não conhecem outra cidade que não seja aquela onde nasceu (5° ops!), alguns amish jovens têm vontade de conhecer como se vive fora da sua comunidade mas como esta conduta implica em expulsão, muitos preferem não se rebelar por medo de perder a única verdade que conhecem e consequentemente a família e os poucos amigos (6° ops!).

   O que mais me chamou atenção foi o depoimento de uma jovem amish que dizia preferir viver sem muito contato conosco, os não amish, porque sempre que cruzava com um, nas poucas vezes que ia até a cidade, ouvia cochichos preconceituosos e muitos torciam o nariz para sua irmandade. Depois de ouvir isso senti pena de nós, da nossa brutal falta de respeito, me perdi pensando no quanto deixamos de aprender ao rejeitar tudo o que é diferente. Aquele titulo ali em cima já não sai da minha cabeça.