segunda-feira, 1 de julho de 2013

De amish, de médico e de louco todo mundo tem um pouco.

   Zapeando a TV como é de costume acabei encontrando um documentário sobre a vida amish, me interessei e fiquei. Os amish vivem em pequenas comunidades rurais, no caso especifico daquele documentário, nos EUA, levam uma vida simples sem energia elétrica, sem automóveis, sem telefones, internet ou radinhos à pilha. Para grandes distancias usam carroças e cavalos, vivem de trabalhos em madeira e da agricultura. São reclusos, convivem apenas na própria comunidade e só tem contato externo quando necessário, se mantêm afastados de nós, os não amish, para se manterem puros pois para eles nossa sociedade é cheia de impurezas. São tão organizados quanto um formigueiro.

   A vida da comunidade se desenvolve segundo as opiniões do pastor, só tomam as decisões que eles acreditam que agradaria ao chefe religioso (ops!, isso rola aqui também), a existência deles é permeada pelo medo de ir para o inferno que de tão propagado se torna praticamente perene, por isso vivem segundo as regras rígidas da religião (2° ops!), não convivem com não amish por medo de serem sujos pelas suas impurezas (3° ops!, ou vai dizer que nós não vivemos em "panelinhas" excluindo quem acreditamos não ser adequado!?), os papeis que cabem às mulheres e aos homens são bem divididos, as mulheres até podem trabalhar no mesmo oficio que os homens porém os homens jamais fazem os trabalhos domésticos, que acabam acumulando para elas (4° ops!), as vestimentas são pasteurizadas, os homens se vestem todos iguais e as mulheres também, se cobrem até os pés com vestidos idênticos (1/2° ops! esse vale meio ponto porque nossa pasteurização muda a cada estação, já a deles vem de séculos).

   As comunidades são estabelecidas, na sua grande maioria, na zona rural de cidades pequenas e muitos amish não conhecem outra cidade que não seja aquela onde nasceu (5° ops!), alguns amish jovens têm vontade de conhecer como se vive fora da sua comunidade mas como esta conduta implica em expulsão, muitos preferem não se rebelar por medo de perder a única verdade que conhecem e consequentemente a família e os poucos amigos (6° ops!).

   O que mais me chamou atenção foi o depoimento de uma jovem amish que dizia preferir viver sem muito contato conosco, os não amish, porque sempre que cruzava com um, nas poucas vezes que ia até a cidade, ouvia cochichos preconceituosos e muitos torciam o nariz para sua irmandade. Depois de ouvir isso senti pena de nós, da nossa brutal falta de respeito, me perdi pensando no quanto deixamos de aprender ao rejeitar tudo o que é diferente. Aquele titulo ali em cima já não sai da minha cabeça.

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