Se algum dia
ela foi traída pela lua eu não sei, mas que ela se nega a cair no ostracismo
isso eu desconfio que sim. Na mitologia Calipso - ou Calypso as duas grafias
são aceitas – era uma ninfa do mar que vivia em uma gruta numa ilha no meio do
oceano onde hoje é o Marrocos, vida solitária a da pobre moça não!? Que nada,
como diz a musica “na companhia de um bom livro e um violão, vou vivendo com a
minha solidão” acho que já naquela época ela seguia essa filosofia.
Imagino ela – a
ninfa, não o ritmo – na sua ilha vestida com um microvestido purpurinado em
cima de salto-altíssimo tão purpurinado quanto, jogando o cabelo alucinadamente
para frente e para trás no ritmo das ondas, tentando seduzir os heroicos
marinheiros da época e concluo que era por essa razão que a ilha era deserta e talvez
por isso as sereias de outras ilhas ficavam,
apenas, sentadas penteando os cabelos. Eles não estavam preparados para tamanho
poder de sedução.
Mas hoje quase
tudo é liberado e Calipso – o ritmo, não a ninfa – versa sobre os mais variados
temas, desde cavalos com deficiência (em tempos de politicamente correto,
atente para o grifo, dizer manco pode ser considerado Bullying), passando por
luas dadas à traição e anjos bandidos, Calipso – a ninfa, não o ritmo – esta à
salvo da solidão, saiu de Marrocos e, a nado, foi parar no Pará de lá conquistando o país.
Calipso – a
ninfa e o ritmo – hoje vive em comunhão, ele embala e ela abala. Era questão de
tempo até um encontrar o outro e assim foi. Ele entrou para a história, ela
nunca mais ficou sozinha e nós, pobres mortais, “agraciados” pelos deuses mitológicos,
temos essa joia musical dotada de som e ginga sem igual. Para que lado fica
essa tal ilha mesmo?
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