terça-feira, 20 de agosto de 2013

Depois da meia noite

    Todos nós viramos evangélicos ou lutadores de MMA, pelo menos enquanto a TV estiver ligada. Quem tem dificuldades para pegar no sono e tenta encontra-lo com a televisão ligada, sabe que na madrugada televisiva é fácil encontrar um culto evangélico ou uma reprise de uma luta de MMA esperando pacientemente alguém para lhe fazer companhia.

    Numa dessas madrugadas sem sono, percebi que tenho um pensamento recorrente sempre que assisto alguns minutos de MMA – nunca vejo a luta toda porque acho muito violenta – esse pensamento sempre aparece quando a luta vai para o chão e os dois lutadores se embolam, violentamente, um no outro. Sei que a ideia que me ocorre é ridícula, mas sempre me pego dublando mentalmente o que os dois lutadores poderiam estar dizendo um no ouvido do outro. É obvio que eles não dizem nada, mas na minha mente eles dizem coisas lindas uma para o outro. 

    Durante o “Mata-Leão”, me pego imaginando o dialogo: 

    - Sabe qual minha cor preferida? – leia isso entonação sensual, por favor – a roxa, por isso vou te apertar até você ficar roxinho.

    - Isso! Me estrangula, me tira o ar, me finaliza, me finaliza.

    Como eu não conheço os nomes da maioria dos golpes, costumo inventar outros mais “fofos”, tais como: conchinha invertida, olha aqui o meu joelho, hadouken e holiugen, estes últimos têm inspiração na minha infância e nas tardes que meus primos me obrigavam a tirar o Super Mario e colocar Street Fighter.

    Só para que os lutadores de plantão não se sintam ofendidos, já vou logo avisando que também penso coisas sem muito cabimento quando assisto culto do pastor fazendeiro, imagino se decorar todos os versículos da bíblia, subir num palco e ficar suando feito tampa de marmita, enquanto faço uma interpretação totalmente errada do que esta escrito no livro sagrado, vai me fazer ficar tão rica quanto o tal pastor ou só tão ridícula quanto ele, sotaque caipira eu já tenho só me falta a cara de pau, a fazenda e o chapéu 20X.

    O que fica claro é que depois da meia noite o negocio é dormir, na falta de coisa melhor para fazer, mas caso o sono não compareça borá lá bater uma laje, fazer faxina ou talvez uma laparoscopia, mas nunca, jamais, sob hipótese alguma ligue a televisão.

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